Saltar para o conteúdo principal da página

Inovar para transformar: os desafios e o futuro do ensino superior

O ensino superior enfrenta um período de profundas transformações, impulsionadas pela evolução tecnológica, pelas mudanças sociais e pelas novas exigências da sociedade. Nesta entrevista, Luís Castro, membro do CNIPES e Vice-Reitor da Universidade de Lisboa, reflete sobre os principais desafios que as instituições enfrentam, o papel da inovação pedagógica na modernização do ensino e a importância de redes colaborativas como o CNIPES na construção de um ecossistema mais inclusivo, sustentável e centrado na aprendizagem.

1. Quais considera serem os principais desafios que o ensino superior enfrenta atualmente, em Portugal e no contexto global?

O ensino superior encontra-se, hoje em dia, no cruzamento de grandes transformações sociais, tecnológicas, demográficas, económicas, ambientais e democráticas. Considero que alguns dos principais desafios são os que de seguida enumero e descrevo de forma sucinta.

Garantir sucesso académico e bem-estar num ensino superior cada vez mais diverso: O perfil dos estudantes mudou. Há mais diversidade social, cultural, etária, linguística e funcional. Isso é positivo, mas exige instituições mais preparadas. O desafio é termos instituições de ensino superior capazes de acolher: estudantes de primeira geração; estudantes com necessidades específicas; estudantes internacionais; estudantes deslocados; estudantes trabalhadores; adultos em requalificação; estudantes em risco de abandono; estudantes com problemas de saúde mental. A European University Association (EUA)  tem dado destaque à inclusão, equidade e diversidade nas práticas de aprendizagem e ensino. Não basta aumentar vagas ou diversificar entradas. É preciso garantir condições reais para concluir o percurso académico com sucesso.

Transformação digital e uso ético e responsável da inteligência artificial:A pandemia acelerou práticas digitais, mas a inteligência artificial generativa tornou o desafio mais profundo. As instituições de ensino superior são chamadas a refletir sobre avaliação, autoria, integridade académica, personalização da aprendizagem, literacia digital, privacidade, desigualdade de acesso, formação docente e soberania tecnológica. A EUA identifica a transição digital como uma área de transformação estrutural e o Conselho Nacional de Inovação Pedagógica (CNIPES) elegeu a discussão sobre o uso ético e responsável de IA como uma das suas áreas de atuação prioritárias. A IA não deve ser tratada apenas como ferramenta de produtividade. Deve obrigar as instituições a repensar: o que significa aprender; como se promove o pensamento crítico; como se avalia; como se protege a integridade académica; que competências todos os estudantes devem desenvolver; como se evita ampliar desigualdades; como se regula o uso responsável da tecnologia.

Proteger autonomia, liberdade académica e valores democráticos:No contexto global, o ensino superior enfrenta pressões políticas, económicas e culturais crescentes. A liberdade académica, a autonomia institucional, a confiança na ciência e a abertura internacional não podem ser dadas como garantidas. Este desafio é global, mas também europeu e português: as instituições devem formar profissionais competentes, mas também cidadãos críticos, capazes de participar em sociedades democráticas, plurais e informadas. A visão da EUA para 2030 insiste em universidades resilientes, abertas, autónomas e socialmente responsáveis.

Reforçar a aprendizagem ao longo da vida e a requalificação de adultos: Num contexto de envelhecimento demográfico, transição digital, transição verde e mutação acelerada do trabalho, o ensino superior tem de deixar de estar organizado apenas em torno do estudante “tradicional”. Isto implicará o lançamento de formações curtas, a criação de microcredenciais, a existência de pós-graduações flexíveis, o reconhecimento de aprendizagens prévias e o estabelecimento de parcerias com empresas e entidades da sociedade civil. A EUA tem defendido esta visão de universidades mais abertas, flexíveis e sem “muros”, articuladas com a sociedade e preparadas para diferentes públicos ao longo da vida. Para Portugal, este desafio é particularmente importante porque o país ainda combina progressos recentes na qualificação dos jovens com défices históricos de qualificação em segmentos da população adulta.

Conciliar formação, competências e necessidades sociais: O ensino superior não deve reduzir-se à necessidade de assegurar empregabilidade imediata, mas também não pode ignorar a relevância social, científica, cultural e económica da formação.O desafio é claro: formar para necessidades estratégicas sem empobrecer a missão cultural, humanística, científica e democrática do ensino superior.Isto exige currículos que combinem:conhecimento disciplinar sólido;competências digitais;pensamento crítico;literacia científica;ética;comunicação;criatividade;capacidade interdisciplinar;consciência ambiental;competências democráticas e interculturais.

Internacionalizar sem perder coesão, identidade e responsabilidade social:  A internacionalização é uma oportunidade: mobilidade, redes científicas, alianças europeias, atração de talento, diplomacia científica, cooperação lusófona, investigação colaborativa. Mas também traz desafios: integração de estudantes internacionais; barreiras linguísticas; reconhecimento de graus; desigualdades no acesso à mobilidade; dependência financeira de propinas internacionais; competição global por estudantes e investigadores. Para Portugal, a internacionalização deve ser articulada com a língua portuguesa, a Europa, o espaço lusófono, a cooperação científica global e o desenvolvimento regional.

Integrar sustentabilidade e transição verde no cerne da missão universitária: A sustentabilidade já não pode ser vista como um mero “tema extracurricular”. Deve atravessar: investigação; ensino; energia; mobilidade; construção e reabilitação de edifícios; currículos; ligação à comunidade. A EUA afirma que o desenvolvimento sustentável será um quadro central para o impacto das universidades e que as instituições têm papel crítico na transição verde, tanto pela investigação como pela governação dos seus próprios campi. Em Portugal, isto é particularmente relevante num país vulnerável a alterações climáticas, escassez hídrica, incêndios, pressão sobre zonas costeiras e desigualdades territoriais.

Passar de inovação pedagógica pontual para transformação institucional:  Um dos desafios mais relevantes corresponde a deixar de tratar a inovação pedagógica como um conjunto de experiências isoladas de docentes motivados. O documento “Inovação Pedagógica no Ensino Superior: Cenários e Caminhos de Transformação”, editado pela A3ES, identifica uma dificuldade estrutural: no ensino superior português, a pedagogia tem sido historicamente menos valorizada do que a investigação disciplinar, e a formação pedagógica dos docentes nem sempre tem estatuto, continuidade ou reconhecimento na carreira.É necessário criar uma cultura institucional de qualidade pedagógica, com:formação pedagógica contínua dos docentes; reconhecimento da qualidade do ensino na progressão académica; centros de inovação pedagógica com capacidade real; participação dos estudantes na melhoria pedagógica; recolha de evidência sobre impacto. O próprio CNIPES surgiu precisamente neste contexto: promover a inovação e formação pedagógicas no ensino superior, melhorar a qualidade do ensino e contribuir para o sucesso e bem-estar das comunidades académicas. Valorizar a carreira docente no ensino superior: A inovação pedagógica depende muito dos docentes, mas os incentivos institucionais continuam frequentemente desalinhados. Se a progressão académica valorizar sobretudo publicações e projetos científicos, a qualidade pedagógica tende a permanecer secundária.O desafio é criar um modelo de carreira que reconheça o que a nível europeu se designa por “paridade de estima” entre as atividades de investigação e de docência. Na componente pedagógica, devem ser valorizadas: a qualidade do ensino; a inovação curricular; a orientação de estudantes; a produção de recursos pedagógicos; a investigação sobre práticas pedagógicas; a colaboração interdisciplinar; a liderança pedagógica.

2. De que forma as instituições de ensino superior podem adaptar-se às rápidas transformações sociais, tecnológicas e económicas?

Para que as instituições de ensino superior se possam adaptar às rápidas transformações de forma adequada e eficaz, devem deixar de responder às mudanças de forma de forma pontual e isolada e devem passar a agir como organismos dinâmicos, flexíveis, inclusivos e orientadas pela evidência. A ideia comum que se pode encontrar em documentos do Conselho Nacional de Educação (CNE) e da EUA é clara: a adaptação não deve ser apenas tecnológica; deve ser simultaneamente pedagógica, organizacional, cultural, social e ética.

Listo, de seguida, alguns ingredientes que considero como importantes para este processo de adaptação.

Reforçar a ligação à sociedade e à economia:  A adaptação às mudanças exige instituições mais ligadas aos territórios, aos setores profissionais e aos desafios sociais. Mas essa ligação não deve reduzir o ensino superior à empregabilidade imediata. As instituições devem: envolver empregadores no desenho de alguns percursos formativos; criar laboratórios vivos com comunidades locais; desenvolver aprendizagem baseada em problemas reais; apoiar empreendedorismo científico, social e cultural; transferir conhecimento para empresas e instituições públicas. A adaptação económica deve ser entendida em sentido amplo: formar profissionais competentes, mas também cidadãos críticos, criadores de conhecimento e agentes de transformação social.

Internacionalizar com estratégia: A internacionalização é uma forma de adaptação, mas precisa de ser bem planeada e concretizada. As instituições de ensino superior devem: integrar redes europeias e internacionais; participar em alianças universitárias; promover mobilidade física, virtual e híbrida; reforçar competências interculturais; articular Europa, espaço lusófono e cooperação global.

Integrar sustentabilidade em todas as dimensões da instituição: As instituições de ensino superior devem adaptar-se também à crise climática e à transição verde. Isso implica: incluir sustentabilidade nos currículos; apoiar investigação sobre alterações climáticas e transição energética; reduzir a pegada ambiental dos campi; melhorar eficiência energética; envolver estudantes em projetos de sustentabilidade; colaborar com comunidades locais;

Reforçar autonomia, liderança e capacidade estratégica: As instituições de ensino superior que vivem apenas em modo reativo têm dificuldade em adaptar-se. A adaptação exige autonomia responsável, liderança distribuída e capacidade de planear a médio prazo. As instituições devem: desenvolver cenários prospetivos; rever periodicamente a sua oferta formativa; criar mecanismos rápidos de decisão sem perder participação democrática; envolver docentes, estudantes, investigadores, técnicos e parceiros externos; proteger liberdade académica; alinhar estratégia institucional, orçamento e avaliação de impacto.

Reorganizar currículos para maior flexibilidade: As transformações sociais, tecnológicas e económicas tornam insuficiente um modelo curricular rígido, centrado apenas em ciclos longos e percursos lineares. As instituições devem desenvolver: currículos mais flexíveis e modulares; unidades curriculares interdisciplinares; percursos personalizados; articulação entre licenciaturas, mestrados, pós-graduações e formação ao longo da vida.

Valorizar as pessoas envolvidas na mudança:Nenhuma transformação será sustentável se depender de sobrecarga permanente dos docentes, investigadores, estudantes e pessoal técnico. As instituições devem cuidar das condições de trabalho e estudo e devem promover: a existência de carreiras académicas equilibradas; a formação contínua; o apoio psicológico e social; a redução de burocracia inútil; a existência de lideranças mais próximas das comunidades académicas. A adaptação não é apenas tecnológica; é humana. Uma transformação eficaz requer tempo, reconhecimento, confiança e condições materiais.

3. Que papel atribui à inovação pedagógica na modernização e valorização do ensino superior?

A inovação pedagógica deve desempenhar um papel central na modernização e valorização do ensino superior. Não deve ser vista como uma moda, nem como a simples introdução de tecnologias ou novas metodologias. Deve ser entendida como uma transformação profunda da forma como as instituições concebem o ensino, a aprendizagem, a avaliação e a relação com os estudantes. O ensino superior só se moderniza verdadeiramente se melhorar a qualidade das aprendizagens dos seus estudantes.

A inovação pedagógica como condição de qualidade:Durante muito tempo, a qualidade do ensino superior foi associada sobretudo à qualidade científica dos docentes, à investigação produzida e ao prestígio institucional. Esses aspetos continuam a ser importantes, mas não são os únicos. Deve ser considerada uma questão essencial: os estudantes estão realmente a aprender melhor, com mais profundidade, autonomia, sentido crítico e capacidade de aplicar conhecimento?Modernizar o ensino superior implica, por isso, passar de uma lógica centrada apenas na transmissão de conteúdos para uma lógica centrada na aprendizagem. Isto não significa desvalorizar o conhecimento disciplinar. Pelo contrário, significa criar melhores condições para que esse conhecimento seja compreendido, mobilizado, questionado e aplicado.

A inovação pedagógica como valorização da missão de ensinar:Um dos contributos mais importantes da inovação pedagógica é ajudar a valorizar o ensino dentro das carreiras académicas.Nas instituições de ensino superior, a investigação tem frequentemente maior reconhecimento formal do que a docência. A inovação pedagógica pode corrigir este desequilíbrio se for acompanhada por políticas institucionais que reconheçam:qualidade das práticas de ensino;desenho curricular inovador;acompanhamento dos estudantes;produção de recursos pedagógicos;coordenação de equipas docentes;investigação sobre práticas pedagógicas;integração de tecnologia com sentido pedagógico;promoção do sucesso académico. É aqui que o CNIPES tem um papel especialmente relevante: a sua missão é promover a inovação e a formação pedagógicas no ensino superior, melhorar a qualidade do ensino e contribuir para o sucesso e o bem-estar das comunidades académicas.

A inovação pedagógica como resposta à diversidade dos estudantes:O ensino superior já não serve apenas um perfil homogéneo de estudante. Hoje, as instituições recebem estudantes com percursos, idades, condições económicas, origens culturais, experiências profissionais e necessidades muito diferentes.A inovação pedagógica permite responder melhor a esta diversidade através de:métodos de ensino mais participativos;avaliação diversificada;recursos digitais acessíveis;flexibilização de percursos;trabalho colaborativo.

A inovação pedagógica como motor de sucesso académico:A inovação pedagógica deve estar diretamente ligada ao sucesso académico. Não se trata de facilitar ou baixar exigência. Trata-se de ensinar, acompanhar e avaliar melhor.Boas práticas de inovação pedagógica podem contribuir para:reduzir o abandono;aumentar o envolvimento dos estudantes;desenvolver autonomia;promover aprendizagem profunda;reforçar a capacidade de resolver problemas;estimular pensamento crítico;preparar melhor para contextos profissionais e sociais complexos.

A inovação pedagógica como ponte entre ensino, investigação e sociedade:Uma visão madura da inovação pedagógica não separa ensino, investigação e ligação à sociedade. Pelo contrário, aproxima estas dimensões.As instituições podem modernizar o ensino através de:aprendizagem baseada em investigação;aprendizagem baseada em problemas reais;projetos com comunidades, empresas, autarquias e organizações sociais;projetos interdisciplinares;desafios de sustentabilidade;empreendedorismo científico, social e cultural.Isto aproxima os estudantes dos problemas reais sem empobrecer a dimensão científica da formação.

A inovação pedagógica como fator de atratividade e reputação:  A valorização do ensino superior passa também pela forma como estudantes, famílias, empregadores e sociedade percecionam a qualidade das instituições.Instituições pedagogicamente inovadoras tendem a ser mais capazes de:atrair estudantes;reduzir abandono; reforçar a empregabilidade qualificada;criar ambientes de aprendizagem mais estimulantes;diferenciar-se no espaço nacional e internacional;construir reputação baseada na qualidade da experiência educativa.

4. Que contributo podem redes colaborativas, como o CNIPES, desempenhar no fortalecimento do ecossistema de inovação pedagógica em Portugal?

As redes colaborativas podem ter um papel decisivo no fortalecimento do ecossistema de inovação pedagógica em Portugal, sobretudo porque ajudam a passar de uma lógica de “experiências dispersas” para uma lógica de “política pública, cultura institucional e aprendizagem coletiva”. O seu contributo mais relevante poderá ser a criação de condições para que as instituições de ensino superior aprendam umas com as outras, partilhem e consolidem práticas com evidência e valorizem a dimensão pedagógica como parte essencial da qualidade académica.

Saliento de seguida alguns dos aspectos que considero importantes neste contexto.

Dar coerência nacional a iniciativas dispersas:Em Portugal já existem muitas experiências de inovação pedagógica: projetos de docentes, laboratórios pedagógicos, centros de ensino e aprendizagem, programas de mentoria, práticas de avaliação alternativa, experiências digitais e metodologias ativas.O problema é que muitas destas práticas permanecem:pouco visíveis;pouco avaliadas;pouco partilhadas;dependentes de pessoas concretas;frágeis quando muda a liderança ou termina o financiamento;difíceis de escalar para outros cursos ou instituições.Uma rede colaborativa pode funcionar como estrutura agregadora, criando uma visão mais articulada para o país. O próprio enquadramento do CNIPES aponta para essa função: promover a inovação e a formação pedagógicas no ensino superior, melhorar a qualidade do ensino e contribuir para o sucesso e o bem-estar das comunidades académicas.

Construir uma linguagem comum sobre inovação pedagógica:Um dos riscos da inovação pedagógica é cada instituição, cada projeto ou cada docente usar o conceito de forma diferente.  Uma rede nacional pode ajudar a clarificar conceitos e critérios:o que se entende por inovação pedagógica;que problemas pretende resolver;que evidência deve ser recolhida;que impacto se espera;que condições institucionais são necessárias;que dimensões éticas devem ser consideradas;como distinguir novidade superficial de transformação pedagógica relevante.Isto é importante porque nem tudo o que é novo é pedagogicamente melhor. A inovação deve ser intencional, fundamentada e orientada para melhorar aprendizagens, inclusão, sucesso e qualidade da experiência académica.

Valorizar a pedagogia na carreira académica:O CNIPES pode ajudar a corrigir um dos desequilíbrios estruturais do ensino superior: a pedagogia é essencial, mas nem sempre é suficientemente valorizada na carreira docente.O contributo do CNIPES pode passar por propor referenciais, recomendações e boas práticas para que as instituições reconheçam melhor:qualidade do ensino;inovação curricular;produção de recursos educativos;avaliação formativa;investigação sobre práticas pedagógicas;liderança em projetos de inovação; participação em comunidades de prática.Isto é decisivo. Se a inovação pedagógica continuar a depender apenas da motivação individual dos docentes, dificilmente se tornará sistémica. Para se consolidar, tem de ser reconhecida na organização do trabalho académico, na avaliação de desempenho e nas políticas institucionais.

Promover formação pedagógica de docentes:O ensino superior português tem uma tradição forte de qualificação científica dos docentes, mas uma tradição mais frágil de formação pedagógica sistemática. Uma rede colaborativa pode contribuir para:mapear necessidades de formação pedagógica;desenvolver programas nacionais ou interinstitucionais;promover formação em avaliação, desenho curricular, inclusão, tutoria, IA, ensino híbrido e metodologias ativas;apoiar comunidades de prática;criar recursos partilhados;estimular observação interpares e mentoria pedagógica;ligar formação pedagógica a investigação educacional.A vantagem de uma rede é evitar que cada instituição tenha de construir tudo sozinha. Pode haver recursos comuns, referenciais comuns e partilha de especialistas, mantendo a autonomia institucional.

Contribuir para políticas públicas mais bem informadas:  O CNIPES pode desempenhar uma função de aconselhamento estratégico, ajudando o Estado e as instituições a desenhar políticas baseadas em diagnóstico e evidência.Pode contribuir para responder a perguntas como:que tipos de inovação pedagógica estão a produzir melhores resultados?que obstáculos institucionais impedem a mudança? de que formação precisam os docentes?como avaliar impacto?;  como integrar IA de forma responsável?que medidas reduzem abandono e insucesso?que experiências internacionais podem ser adaptadas ao contexto português?

Tema Vozes da Comunidade Académica

Última Atualização 27 de Agosto de 2026

Outras notícias

Ver todas as notícias